Portuguese CP, On the recent events in the Gaza Strip and southern Israel

5/10/19 3:57 PM
  • Portugal, Portuguese Communist Party En Pt Europe Communist and workers' parties

Release from the PCP Press Office

May 9, 2019

 

1 - The PCP expresses its deep concern over the recent escalation of violence in the Gaza Strip and southern Israel and firmly condemns the Israeli government for the bombing of the population of Gaza which led to the death of 29 Palestinians, including three children and two pregnant women, more than 200 injured and the destruction of residential buildings. These figures add to the more than 200 Palestinians killed and more than 20,000 injured by Israeli forces of repression over fourteen months of popular protests on the Great March of Return, as documented in the recently approved Report of the UN Commission on Human Rights.

 

2 - The escalation of violence is entirely the responsibility of the Israeli Government and its policy of oppression, systematic disregard for international law and the relentless blockade against the two million people who live in that Palestinian territory illegally occupied in 1967. These events are inseparable from the violation by Israel of the terms of previous cease-fire agreements concerning the Gaza Strip and the options of the Israeli government and of the US Administration to abandon any prospect of a political solution to the Palestinian question, namely the two-state solution, and to carry out continuous violations of international agreements, resolutions and peace plans.

 

3 - The PCP stresses the seriousness of the recent statements by the Israeli Prime Minister Netanyahu, threatening to annex parts of the illegally occupied West Bank, as well as the implicit support given by officials of the US Trump Administration to these statements. In this context, the PCP considers unacceptable the unilateral condemnations of the Palestinian side by the UN Secretary-General's spokesperson and by the EU High Representative for Foreign Affairs, only accompanied by mere calls for containment by both sides.

 

It is unacceptable to speak of “security'” and silence that the population of the Gaza Strip is denied even the “right” to flee the repeated bombings by Israel, due to the relentless blockade to which it is subject and that has already brought that territory to the brink of humanitarian disaster, as underlined by UNRWA, the UN agency for Palestinian refugees. Those who are colluding with the continuing violation of international law by Israel are also jointly responsible for the worsening situation in the region.

 

4 - On the eve of yet another anniversary of the “Nakba”, the catastrophe of the expulsion of the Palestinian population that followed the creation of the State of Israel in 1948, the PCP reiterates its long-standing solidarity with the Palestinian people and their struggle for their inalienable national rights and stresses that the right to resist occupation is recognized by international law and by the Constitution of the Portuguese Republic. The PCP calls for a stronger expression of solidarity with the cause of the Palestinian people.

 

http://www.pcp.pt/en/recent-events-gaza-strip-and-southern-israel


 

 Sobre os recentes acontecimentos na Faixa de Gaza e Sul de Israel

 

Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

9 Maio 2019

 

1 - O PCP expressa a sua profunda preocupação com a recente escalada de violência na Faixa de Gaza e no Sul de Israel e condena firmemente o governo israelita pelos bombardeamentos contra a população de Gaza, que provocaram segundo a ONU a morte de 29 palestinianos, incluindo três crianças e duas mulheres grávidas, mais de 200 feridos e a destruição de prédios de habitação. Estes números acrescem aos mais de 200 palestinianos mortos e mais de 20 mil feridos pelas forças de repressão de Israel ao longo de catorze meses de protestos populares da Grande Marcha do Retorno, como documenta o recentemente aprovado Relatório da Comissão de Direitos Humanos da ONU.

 

2 - A escalada de violência é da inteira responsabilidade do Governo israelita e da sua política de opressão, sistemático desrespeito pelo direito internacional e férreo bloqueio contra os dois milhões de pessoas que vivem naquele território palestiniano ilegalmente ocupado em 1967. Estes acontecimentos são inseparáveis da violação por Israel dos termos de anteriores acordos de cessar-fogo relativos à Faixa de Gaza e das opções do governo israelita e da Administração norte-americana de abandonar qualquer perspectiva de solução política para a questão palestiniana, nomeadamente a solução dos dois Estados, e de levar a cabo abertamente sucessivas violações de acordos, resoluções e planos internacionais de paz.

 

3 - O PCP sublinha a gravidade das recentes declarações do primeiro-ministro de Israel, Netanyahu, ameaçando anexar partes da Cisjordânia ilegalmente ocupada, bem como do apoio implícito dado por responsáveis da Administração norte-americana de Trump a estas declarações. Neste contexto, o PCP considera inaceitáveis as condenações unilaterais à parte palestiniana pelo porta-voz do Secretário-geral da ONU e pela Alta Representante da UE para os Assuntos Exteriores, acompanhados apenas por meros apelos à contenção por ambas as partes.

 

É inadmissível falar em «segurança» e calar que à população da Faixa de Gaza é negado sequer o ‘direito’ a fugir ante os periódicos bombardeamentos de Israel, devido ao implacável bloqueio a que está sujeita e que já reduziu esse território ao limiar do desastre humanitário, como sublinhado pela UNRWA, a agência da ONU para os refugiados palestinianos. Aqueles que são coniventes com a permanente violação do direito internacional por Israel são também co-responsáveis pelo agravamento da situação na região.

 

  1. Em vésperas de mais um aniversário da «Nakba», a catástrofe da expulsão da população palestiniana que acompanhou a criação do Estado de Israel em 1948, o PCP reitera a sua solidariedade de sempre com o povo palestiniano e a sua luta pelos seus inalienáveis direitos nacionais e sublinha que o direito à resistência à ocupação é reconhecido pelo direito internacional e pela Constituição da República Portuguesa. O PCP apela ao reforço da expressão da solidariedade com a causa do povo palestiniano.

 

http://www.pcp.pt/sobre-recentes-acontecimentos-na-faixa-de-gaza-sul-de-israel